…. “o evento Copa do Mundo no Brasil que significa alegria, que significa cor, que significa beleza”…
…”eu acredito que o logo do Brasil foi uma logo muito bem escolhida”…
…”tem um desenho que tem uma forma bonita o suficiente. Eu acho que o Brasil merece”…
…” ali tá a nossa cor, a nossa alegria e a nossa disciplina”…
…” porque ela te toca, ela te emociona, ela te começa a conectar e te preparar pra receber o produto”…
…” ninguém que olha esse emblema vai imaginar qualquer outra coisa que não seja Copa do Mundo”…
Se alguém conseguiu ver alguma dessas descrições na aqui do lado me mostra que eu não vi nada…
Essas são frases do extraordinário (anormal, assombroso) comitê de notáveis que validou a marca da Copa do Mundo Fifa 2014 no Brasil.
Vamos criar uma histórinha, que no começo pode parecer confusa e sem sentido, para ilustrar o acontecido.
Era uma vez uma linda menininha chamada Mariazinha, que debutará dentro de pouco tempo. Sua mãe, sempre muito solicita e gentil, resolveu organizar uma festa e encomendar um bolo para a data especial. Visitou várias doceiras a fim de encontrar o bolo mais bonito.
No final do dia, já a caminho de casa, depois de conversar e até se comprometer com diversas doceiras, a mãe de Mariazinha encontrou um velho amigo, o açougueiro. O bom de papo e curioso açougueiro, que tinha uma memória de dar inveja, lembrou da proximidade da data e quis saber da sapeca garota. Mãe coruja que é, a mãe da menina se pos a falar e contou ao açougueiro sobre a festa especial e também sobre a sua busca pelo mais belo bolo. Muito empolgado e eufórico, o açougueiro interrompe a moça e estranhamente se propõe ajudar com o bolo de aniversário. Com algumas dúvidas na cabeça a moça volta pra casa e diz ao amigo que irá pensar em sua proposta.
Em casa, depois de pensar muito, a mãe da doce menina passa a mão no telefone e trata de desfazer o acordo firmado com todas as doceiras e dispensa os seus serviços.
Muito ansiosa para contar a novidade, a mãe da menina corre para o açougue para avisar ao velho amigo que ele será o responsável pela confecção do bolo de aniversário de sua jovem filhinha.
Poucos dias depois, na tão esperada data o açougueiro aparece todo feliz e sorridente com um belo embrulho em mãos. Orgulhoso do seu feito, o açougueiro antecipa à mãe da aniversariante que o bolo havia ficado muito bonito, mas como não é de se gabar o velho cortador de carnes trouxe consigo alguns amigos, que o ajudaram na confecção do bolo comemorativo: o pedreiro, o mecânico, a costureira e a faxineira. Muito amiga de todos da vila, a mãe de menina adorou saber que tantas pessoas haviam se envolvido para ajuda-la com a festa.
É chegada a hora dos parabéns, convidados reunidos ao redor da mesa à espera do bolo. As luzes se apagam e a mãe de Mariazinha, acompanhada de todos os envolvidos na confecção do bolo, adentra a sala com uma grande bandeja plástica, coberta com um monte de chantili um tanto quanto disforme e recheada com algumas linguiças cruas e confeitado com torresmos e uma bela cereja.
Espantados mas sem escolha, todos os ali presentes cantam, sorriem, aplaudem e ainda de quebra enfiam o tal bolo goela abaixo.
Ah! não sei se já contei que a mãe da Mariazinha é presidente da associação do bairro há 87 anos e que os favores a ela conferidos são sempre muito bem recompensados… Mas isto é uma outra história..
Já o açougueiro, além de compositor, sonha dominar o mundo, nem que pra isso seja preciso fazer algum “trabalho sujo”….
Moral da história: …”ADO, AADO CADA UM NO SEU QUADRADO”…..

Estorinha muito providêncial e parecida com algo que conheço, principalmente a faxineira e a costureira…Esse menino vai longe, tenho orgulho de ser colega de trabalho dele….
Show!!!!
Pois é….. mais uma história que vamos ter que engolir neste país onde conchavos e favoritismos se sobrepõem ao talento de grandes profissionais….
Diogo!
Muito bom texto! Adorei e chorei de rir, principalmente com a Moral da História! Escreva mais e mais histórias mirabolantes como essa! Ficou muito boa!
O Maior significado que vi no símbolo da copa foi o das mãos: VAMOS METER A MÃO NA TAÇA. Se foi isso que a CBF quis dizer, cumpriu seu objetivo!